mamiferos
quarta-feira, 8 de julho de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
O porco é um mamífero robusto cujo formato lembra o de um barril. É um bicho famoso por ter grande apetite. Alguns porcos são selvagens e outros, domésticos (criados pelo homem). Tudo nele se aproveita. Agricultores criam porcos a fim de vender sua carne para consumo em vários alimentos e de várias formas. A gordura extraída dela é chamada de banha. Judeus, muçulmanos e outros grupos não comem carne de porco por motivos religiosos.
Com a pele dos porcos faz-se couro. O pelo duro do porco serve como cerda de escovas. Os porcos também são chamados de suínos.
Onde vivem os suínos
Os porcos domésticos vivem em todos os continentes, exceto naAntártica. Vários tipos de porcos selvagens são encontrados naEuropa, na Ásia, na África e em algumas regiões das Américas. Ocaititu, também conhecido como cateto, é parente dos javalis e pode ser encontrado do sudoeste dos Estados Unidos à Patagônia. Os porcos selvagens vivem em florestas e em campos abertos. AChina tem a maior população mundial de suínos domésticos, seguida pelos Estados Unidos.
Características físicas
O porco tem corpo volumoso, com pernas curtas. Sua pele grossa é coberta por pelos duros. Os porcos medem desde cerca de 60 centímetros até 2 metros de comprimento. Os porcos domésticos podem chegar a pesar 320 quilos. O javali é o maior porco selvagem, mas é menor do que os porcos domésticos.
O focinho de um porco é uma superfície arredondada que lembra o formato de uma tomada. Os porcos usam o focinho para encontrar comida no chão e cavar. Os porcos selvagens usam os dentes afiados para cavar também. Eles ainda usam suas presas como arma para se defender. Os porcos domésticos não possuem presas, mas têm dentes compridos.
Comportamento
As fêmeas selvagens convivem pacificamente. Mas os machos brigam muito, por isso geralmente vivem sós. Os porcos selvagens comem grande variedade de alimentos, incluindo folhas, raízes, frutas, répteis e roedores. Os porcos domésticos comem grãos e restos de comida.
A porca dá à luz após uma gestação de cerca de quatro meses. Geralmente nascem de dez a onze filhotes, chamados de leitões.
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Conheça o mamífero mais traficado do mundo
O gentil e solitário pangolim tem uma língua maior que seu próprio corpo e se enrola todo, parecendo uma bola, quando ameaçado. Mas sua maior ameaça atualmente é a extinção ─ ele é o mamífero mais traficado no mundo.
Em frente a um edifício do governo perto da fronteira norte do Vietnã com a China, um jovem ativista chamado Nguyen Van Thai tenta abrir uma frágil caixa de madeira com um facão.
Ele tira quatro sacos plásticos e os coloca no chão. De cada um deles, o garoto puxa uma bola escamosa escura, mais ou menos do tamanho e do peso de uma pedra redonda.
Gradativamente ─ e com muito, muito cuidado ─ uma daquelas bolas começa a se desenrolar, revelando dois olhinhos escuros, um focinho longo, uma cauda ainda mais comprida e uma barriga rosada. Trata-se do pangolim.
O animal é o único mamífero totalmente coberto de escamas, que, quando ameaçado por predadores, simplesmente se enrola todo em uma bola para se proteger.
Ele come 7 milhões de formigas e cupins em um ano usando a língua viscosa, que chega a ser maior do que seu próprio corpo. Sem nenhum dente na boca, o pangolim armazena pedras em seu estômago que lhe ajudam a moer a comida.
Apesar de ser um bicho notável, poucos já ouviram falar sobre o pangolim. E o motivo é que eles raramente sobrevivem em cativeiro. Apenas seis zoológicos no mundo ─ e somente um na Europa, em Leipzig, na Alemanha, têm um exemplar dessa espécie.
Os pangolins também se distinguem dos outros animais por outra particularidade: eles são os mamíferos mais traficados do mundo.
Extinção
Enquanto a mídia se concentra nas situações dos elefantes e dos rinocerontes, as "celebridades" do mundo animal, cerca de 100 mil pangolins por ano são retirados de seu meio natural e enviados à China e ao Vietnã.
Nesses dois países, a carne dos pangolins é considerada uma iguaria, e as escamas deles são conhecidas por terem propriedades medicinais.
Agora já não existem mais pangolins em grandes áreas do Sudeste da Ásia, então o alvo agora tem sido os pangolins da África. Todas as oito espécies do mamífero estão ameaçadas de extinção.
Até o Príncipe William, do Reino Unido, chegou a fazer um alerta recentemente: "O pangolim corre o risco de se tornar extinto antes que muitas pessoas sequer ouçam falar dele."
Os quatro pangolins que estavam na caixa aberta por Nguyen Van Thai haviam sido confiscados pelo Departamento de Proteção de Floresta do Vietnã de dois traficantes. Eles haviam sido capturados na madrugada quando tentavam cruzar, de moto, a fronteira com a China pela floresta.
Nguyen, que chefia uma ONG chamada "Salve a vida selvagem do Vietnã", vai levar os pangolins para o centro de resgate que ele gerencia no parque nacional de Cuc Phuong, no sul da cidade de Hanói.
À medida que seguimos rumo ao sul, o jovem ativista nos explica como os pangolins ─ que eram tão comuns em sua infância ─ haviam sumido das florestas do Vietnã e agora estão amontoados em barcos ou caminhões de países como Indonésia e Malásia.
Eles vêm aos montes pesando muitas toneladas, mortos ou vivos, frescos e congelados. Os vivos são os que têm mais valor. Antes de vendê-los, os traficantes costumam encher os estômagos dos animais de cascalho ou amigo de arroz para aumentar o peso deles.
No centro de resgate, vimos alguns pangolins saírem de suas tocas à noite, e eu comecei a entender por que aqueles que trabalham com esses bichinhos gostam tanto deles.
Eles lembram uma alcachofra com pernas. São gentis, criaturas solitárias com uma marcha de rolamento quase cómica. Eles carregam seus filhotes em suas caudas e se enrolam em volta deles para protegê-los. Eles usam essa cauda elástica também para se prenderem aos ramos das árvores ou para alcançar as profundezas dos formigueiros, onde ficam suas presas.
Iguaria
Nguyen diz que as autoridades às vezes conseguem prender os traficantes, mas sempre com base em informações passadas por quadrilhas rivais. Muito pouco ainda é feito, opina ele, para acabar com o comércio ilegal de pangolins na região.
No dia seguinte, ele me levou para Hanói para mostrar o que ele estava querendo dizer.
No período de uma hora, visitamos quatro farmácias aleatoriamente no bairro mais movimentado da cidade. Produtos de escama de pangolim eram vendidos como cura para tudo, de câncer à acne, passando por deficiência de leite materno.
Eles pediam US$ 1,5 mil (R$ 4,2 mil) por um quilo do produto. Perguntamos por que era tão caro, e uma mulher respondeu sem nenhum pudor: "Porque eles são raros e ilegais".
Com a mesma facilidade, encontramos restaurantes vendendo pangolins para comer por US$ 250 o quilo (R$ 687). O dono de um dos restaurantes explicou que um animal vivo poderia ser trazido para a nossa mesa, onde a garganta dele seria cortada e o sangue seria servido como um afrodisíaco.
Ele recomendou que pedíssimos a carne refogada e a língua cortada para uma sopa. Em seguida, preparou uma jarra de vinho de arroz com um pequeno pangolim morto dentro. Total da conta: US$ 200 (R$ 549). Foi uma visão repulsiva.
O problema, reclamou Nguyen, não eram os pobres e analfabetos vietnamitas, e sim a elite mais rica do país ─ os oficiais do governo e os ricos que pediam pangolim apenas para mostrar status ou celebrar o fechamento de um bom negócio.
"Noventa milhões de vietnamitas não podem mais ver pangolins em seu próprio país porque uns poucos ricos do governo ou empresários querem comê-los", disse ele, irritado. "Isso é nojento".
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